quinta-feira, 30 de março de 2017

PRÉVIAS DA ADCAP PARA ELEIÇÕES DO
POSTALIS 2017

ORIENTAÇÕES PARA A CAMPANHA ELEITORAL

Tendo em vista questionamentos surgidos, apresentamos as seguintes orientações para a Campanha Eleitoral das Prévias da ADCAP, que começa hoje dia 30/03 e irá até o dia 10/04/2017:

a) não será permitida a utilização do e-mail corporativo dos Correios para o envio de divulgação de propaganda dos candidatos;

b) não será disponibilizado o cadastro de e-mail dos associados pela ADCAP Nacional e nem pelos núcleos regionais. A utilização indevida do referido cadastro poderá acarretar a impugnação da candidatura;

c) os agentes do processo eleitoral são os associados candidatos e os associados eleitores.

A ADCAP Nacional e os Núcleos Regionais, como entidades, não podem realizar campanha para nenhum candidato, sendo vedada a participação no apoio, divulgação ou suporte financeiro às referidas campanhas. Como associados, os dirigentes têm o direito de apoiar individualmente os seus candidatos, sem no entanto caracterizar apoio da entidade. Do mesmo modo, o apoio institucional da ADCAP Nacional ou dos Núcleos Regionais pode implicar a impugnação da candidatura.

Registre-se que essas medidas têm como objetivo assegurar a total isenção da ADCAP Nacional e dos Núcleos Regionais, garantindo a igualdade de condições na realização das Prévias.

Comissão Eleitoral Postalis.
Correios quer criar uma loteria própria para levantar recursos

Games Magazine
30 de março de 2017

Segundo Guilherme Campos, os Correios tem presença nacional, capilaridade e apesar do monopólio da Caixa para as loterias, existe uma possibilidade na legislação para que os Correios possam explorar uma outra loteria.


Atualmente a empresa de Correios do Brasil passa por uma grave crise financeira com possibilidade de demissão em massa de funcionários, muitas reclamações de atraso e demora nas entregas postais e um prejuízo de cerca de R$ 2 Bilhões em 2016. De acordo com o ministro das Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a empresa chegou nessa situação devido a má gestão do governo anterior que "em algum momento retirou mais recursos do que a prudência recomendava, como dividendos”.
Em reestruturação, Correios têm valor de mercado que chega a R$ 5 bi

CORREIO BRAZILIENSE
30/3/17

A privatização da estatal, que detém o monopólio de correspondências, pode atrair investidores do porte das americanas Fedex e DHL, gigantes em remessas e logística Os Correios passam por um processo de reestruturação que prevê cortes de gastos e até privatização. Analistas avaliam que o preço de mercado da estatal oscila entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões. “As estimativas levam em conta inclusive passivos, como o rombo de R$ 1,5 bilhão do Banco Postal. Mas o montante pode variar muito, a depender do apetite do governo, que vai definir o tamanho da ingerência política”, destacou o economista Cesar Bergo, sócio-consultor da Corretora OpenInvest.

Da receita dos Correios, 54,3% são com serviços exclusivos (carta, telegrama e correspondência agrupada). A quebra do monopólio, segundo Bergo, atrairá investidores internacionais do porte das americanas Fedex e DHL (as maiores do mundo em remessas e logística). “O negócio é bom. Se for gerido com eficiência, o retorno é certo. O mercado está de olho”, destacou. A privatização é uma estratégia a ser levada a sério para a sustentabilidade dos Correios, no entender do economista Gil Castello Branco, presidente da Consultoria Contas Abertas. Segundo ele, a companhia investiu apenas R$ 309,5 milhões em 2016, quando a dotação prevista era de R$ 800 milhões. Ou seja, apenas 38,7%. “Além disso, o valor representa menos da metade do investido em 2013, de R$ 724,7 milhões. De lá para cá, os investimentos foram caindo ano a ano”, calculou. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, foi incisivo: “Ou a empresa entra no azul este ano, ou fecha”. Por meio de nota, os Correios informaram que o corte de despesas tem como objetivo uma economia de, pelo menos, R$ 1,6 bilhão este ano. “O Plano de Desligamento Incentivado (PDI) — com a adesão de 5,5 mil trabalhadores — prevê economia anual com a folha de pagamento de aproximadamente R$ 800 milhões”, informou. Hoje, os Correios têm 111 mil funcionários, mas 250 agências serão fechadas no país, em municípios acima de 50 mil habitantes, oito no Distrito Federal.

Surpresa

O fechamento de agências pegou de surpresa alguns clientes. Vaneise Nogueira, 49 anos, secretária de um escritório de advocacia, vai todo dia à agência do Setor de Autarquia Sul protocolar processos. “Vai ser um horror. As lojas vão ficar sobrecarregadas. É mais perda de tempo”, reclamou.

Para Wellington Nunes, 20, estagiário, seu serviço vai ficar complicado. “Hoje, vim enviar uma cartilha sobre Previdência. São três mil cartas. Não dá para imaginar como conviver com a mudança”. Já Paulo Amaral, 46, assistente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), disse não entender o fechamento da agência. “Essas mudanças repentinas são só para fazer a gente andar mais”, assinalou. Ontem, os trabalhadores dos Correios tiveram uma reunião com o presidente da companhia. Segundo Suzy Cristiny da Costa, secretária de comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os funcionários preparam uma greve, por tempo indeterminado, a partir de 26 de abril. “Os funcionários não são culpados. A empresa repassou para a União R$ 6 bilhões nos últimos dois anos. E pagou R$ 2 bilhões ao Banco do Brasil pelo distrato do Banco Postal, um erro de gestão”, lamentou. 
Presidente dos Correios prevê 90 dias cruciais

VALOR ECONÔMICO
30/3/17


Os próximos 90 dias serão "cruciais" para a definição do futuro dos Correios. O presidente da estatal, Guilherme Campos, disse ontem que após esses três meses será possível avaliar os resultados das medidas de restruturação da companhia e corte de despesas, que incluem a revisão de benefícios oferecidos aos funcionários. Campos considera que a questão mais urgente para a superação da crise financeira dos Correios é a revisão do plano de saúde dos empregados, em que 93% dos custos ficam com a estatal e outros 7% com o corpo funcional. Segundo ele, o benefício representou R$ 1,8 bilhão do total de R$ 2 bilhões de prejuízo registrado em 2015.

Em audiência pública no Senado, o presidente da estatal disse que a discussão sobre o plano de saúde poderá ser levada à Justiça se as negociações não avançarem essa semana. Ontem, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, voltou a dizer que a empresa pode ser privatizada se não superar as dificuldades financeiras. Apesar de admitir a gravidade da crise, Campos preferiu não comentar a possibilidade de transferir o controle para o setor privado.

Com o desafio de sanear as finanças, a estatal já acionou o departamento jurídico para avaliar a viabilidade de promover "demissões motivadas", apesar de os empregados contarem com um plano de estabilidade, conforme informou o Valor na segunda-feira. O levantamento preliminar indicou a necessidade de desligar até 25 mil funcionários. Campos informou que os Correios têm buscado diferentes saídas para equilibrar as contas da companhia. No ano passado, uma consultoria com experiência na restruturação de empresas de serviços postais foi contratada. "Se isso não for feito rápido, eu temo pela descontinuidade da empresa. Por isso, estamos num esforço muito grande de implementar neste ano tudo que não foi feito nos últimos dez", disse. Os Correios negociam contratos com órgãos federais para obter remuneração por meio do compartilhamento dos pontos de atendimento. O presidente da estatal disse que já se reuniu com representantes da Caixa para discutir possíveis parcerias. "Por que não ter uma loteria postal? É uma alternativa que aproveita a nossa capilaridade e abrangência nacional", afirmou.
Retornos na ponte para o futuro engarrafam o governo


FOLHA DE S. PAULO
30/3/17


Um ministro ressurge afirmando que talvez os Correios sejam privatizados. Ou seja, virar do avesso uma empresa de mais de 100 mil empregados, dito assim como quem não quer nada —aliás, ele não quer nada mesmo, pois fala que, na verdade, não gostaria de privatizar.

Outro ministro acenou com taxação para fechar as contas. O mesmo que no ano passado disse não precisaria aumentar impostos se o teto de gastos fosse aprovado (e foi).

Nesse gosto-disso-mas-farei-aquilo, difícil saber o que vale. É recuando que o governo avança. A maioria legislativa assegura ao Planalto a aprovação de mudanças importantes. Essa onda, porém, segue adiante no meio de um turbilhão revolto de ideias, colocadas e retiradas de cena num ritmo frenético.

Fica evidente que o corredor polonês de uma campanha eleitoral faz falta a Michel Temer, e isso não tem nada a ver com legitimidade.

Foi a superação desse funil que deu ao prefeito João Doria esteio para aumentar a velocidade nas marginais paulistanas mesmo contra a opinião de tanta gente da dita elite.

Coisa parecida acontece com Donald Trump nos EUA. Era promessa de campanha combater o Obacamare e o legado ambiental do antecessor, objetivos que buscou —sucesso e fracasso são outro capítulo.

No caso de Temer, a ponte para o futuro tem muitos retornos. Isso fica claro na Previdência. Numa surpreendente entrevista, o presidente retirou da reforma os Estados e municípios e mandou para o espaço o princípio de equalizar as regras para todos.

Logo depois, o recuo ficou em suspenso, pois encontrou-se atalho para reinserir esses servidores.

A péssima comunicação do governo na reforma das aposentadorias não brota apenas do caldo da realpolitik. Essa falta de clareza tem custo alto. Dá volume à voz de quem joga na confusão, como aqueles que desafiam a aritmética e declaram que não existe déficit na Previdência.
Crise dos Correios compromete serviços oferecidos na Bahia

Correio 24h
30/03/2017

Correspondências que antes eram entregues em dois dias e que agora demoram até duas semanas para chegar no destino. Essa é a realidade do serviço dos Correios oferecido na Bahia e que deve piorar, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba), Josué Canto, com os cortes de gastos anunciados pelo governo.

“A entrega tem sido comprometida por falta de efetivo pessoal. De 2015 para cá, pelo menos dois mil funcionários se aposentaram e o último concurso aconteceu em 2011. Os cortes anunciados só vão precarizar ainda mais o serviço oferecido”, afirma Canto.

Na última terça (28), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a será preciso fazer “cortes radicais” de gastos nos Correios para evitar a privatização. Em dezembro do ano passado, o presidente da estatal já havia anunciado um plano de demissão voluntária para aliviar os cofres da empresa.Embora se dizendo contra a privatização, integral ou parcial dos Correios, o ministro não descartou a adoção da medida, caso a companhia não consiga equacionar o rombo, que no ano passado ficou em torno de R$ 2 bilhões, mesma cifra de 2015. "Todo o esforço deve ser feito para evitar a privatização dos Correios ou de partes dele", afirmou. "Eu reconheço os cortes de despesas que já foram feitos, mas é preciso cortar mais. Caso contrário, a empresa vai rumar para a privatização."

Segundo o presidente dos Correios, Guilherme Campos, cerca de R$ 1,6 bilhão foi gasto, em 2015, com o plano de saúde dos empregados. Nos moldes atuais, os Correios arcam com 93% do custo e os trabalhadores, com 7%. “É impossível manter isso no orçamento da empresa. A direção não quer acabar com o plano, mas é preciso mudar. O plano de saúde dos funcionários dos Correios está matando dos Correios”, disse Campos em audiência pública realizada no Senado.

O presidente do Sincotelba rebate às afirmações de Campos. "O plano de saúde não custa nem 7% da receita da empresa. O problema dos Correios está na má gestão, em como o dinheiro está sendo empregado. A despesa com saúde custava muito menos quando era administrado pelo próprio RH da empresa. Desde que foi repassado para uma terceirizada, o valor dobrou", reforça.


Segundo a Assessoria de Comunicação dos Correios, até o momento, apenas duas agências estão sendo fechadas no estado: a do Shopping Conquista Sul, em Vitória da Conquista, encerrada no último dia 20, e a da Base Naval de Aratu, em Salvador, encerrará suas atividades no dia 31 de maio.
Plano de saúde dos servidores ‘está matando’ os Correios, diz presidente da estatal

O Globo
29/03/2017

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse nesta quarta-feira que o plano de saúde oferecido aos servidores “está matando” a estatal. Conforme publicado na edição de hoje do GLOBO, dentro de um processo de reestruturação da empresa está uma negociação com os sindicatos para revisão do plano de saúde. Campos ameaçou que, se a negociação não avançar até esta sexta-feira, procurará “as vias judiciais”, levando a questão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

— Com certeza teremos de fazer esse movimento em função da sobrevivência dos Correios — disse Campos em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal.

Segundo ele, em números ainda preliminares, do total de prejuízo apurado pelos Correios em 2016 de cerca de R$ 2 bilhões, R$ 1,8 bilhão se referem diretamente ao plano de saúde. Do total de custos do plano de saúde, a estatal paga 93% e os funcionários, 7%.

— A empresa não quer acabar com o plano de saúde, mas nos moldes que está hoje, é impossível de ser mantido.

Campos confirmou diante dos senadores as intenções da empresa, antecipadas pelo GLOBO, de reformar a estratégia comercial do Sedex e de transformar as agências dos Correios em um posto de relacionamento mais abrangente entre os órgãos públicos e a população, oferecendo outros tipos de serviços públicos.

O presidente disse ainda que a venda de linhas de celulares dos Correios em São Paulo tem obtido sucesso e que, em breve, as vendas avançarão para Brasília, Belo Horizonte e o interior de São Paulo. Até o fim do ano, disse Campos, as linhas deverão ser oferecidas em 3 mil cidades do país.

REESTRUTURAÇÃO

Guilherme Campos disse também que, dentro do pacote de reestruturação da empresa que será apresentado em até 90 dias consta uma solicitação à Caixa Econômica Federal para os Correios oferecerem em suas agências uma espécie de loteria. Hoje, as loterias são monopólio da Caixa, mas já existe uma discussão em âmbito federal para abertura do mercado para novas empresas, inclusive pela privatização da Lotex.

— É uma alternativa, aproveitando a capilaridade e a abrangência nacional dos Correios — disse Campos.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que é preciso achar um caminho para a crise dos Correios e reafirmou que, caso contrário, não vê caminho possível que não seja a privatização da empresa. Ele negou, porém, que o processo de venda da empresa esteja em discussão dentro do governo do presidente Michel Temer.


— Nenhum de nós brasileiros gostaria de ver a empresa Correios privatizada, mas essa será a única solução, caso os Correios não encontrem o seu caminho — disse Kassab.